
Para tornar ainda mais dramático o enredo pseudo-bíblico da trajetória de Obama, o mundo se encontra na maior crise econômica desde 1929. Montadoras de carros que pareciam firmes como Rocky Balboa, jogando a toalha e pedindo esmolas milionárias ao governo. Imobiliárias e bancos centenários declarando falência, em todo o mundo, um alvoroço nunca antes visto. O mundo está globalizado e as crises também. Quem se preparou para uma marolinha que me desculpe, mas esse tsunami parece estar longe do fim! Sorte nossa, para nos salvar de todo esse mal, lá está ele: Obama. Todos os telejornais, revistas e blogs de notícia acompanham os passos do presidente dos EUA. Cada pronunciamento, cada fala casual, cada sorriso é uma manchete. Nada escapa! Um breve comentário sobre o Lula e pronto, já nasceu mais um personagem de South Park. Com ele não tem talvez! O presidente Obama emplaca um sucesso atrás do outro. Seja em uma troca de cortesias com Hugo Chavez ou em um anti-protocolado abraço na Rainha Elizabeth, Barack Obama é o centro das atenções, com uma visibilidade e credibilidade comparável a da falecida Princesa Diana. O mundo espera dele mais que um governo exemplar e memorável. É como se a salvação dependesse de darmos ou não valor as suas decisões. E é aí que eu faço uso da história e do conceito judaico de messias. Há muito o povo judeu espera por seu salvador, o herdeiro de Davi, que reunirá todos os povos em um só rebanho e a paz reinará. Os cristãos, que não são bobos nem nada, não esperam por mais ninguém (a não ser que ele resolva voltar!). O messias já veio: era Jesus, que fez o que devia e retornou ao reino dos céus. Outras religiões têm seus profetas, salvadores e iluminados todos com os mesmos “superpoderes”. Em um mundo desacreditado e carente de heróis como o nosso, a figura de Obama, advogado e político negro (características que separadamente já lhe renderiam o destino cruel da forca e uma vaga no Tártaro) surpreendentemente tomou lugar de destaque e alimentou uma profunda renovação da esperança no futuro. Não cabe a mim, dizer se ele é ou não “o escolhido” (mesmo por que Keanu Reeves não convenceu ninguém). Apenas relato aqui a minha visão dos fatos estampados em todos os jornais e revistas. O mundo clama por Obama! Por isso já início aqui uma campanha: Vote Obama para Messias e é claro, Lula “o cara”, para vice!



